O que guardamos, e durante quanto tempo

Esta página diz o que este software guarda sobre alunos e professores, onde fica, e quando desaparece. Está escrita para ser lida por um aluno, por um encarregado de educação e por um professor — sem termos de contrato.

Uma coisa antes de tudo: este software é instalado e operado por cada escola no seu próprio servidor. Os dados ficam nesse servidor, que é da escola. Quem os apaga é a escola.

No editor, no computador do professor

O editor não recolhe nada sobre alunos.

Os projectos, as imagens e as definições ficam guardados no navegador do próprio computador, numa base de dados local (IndexedDB). Não passam por nenhum servidor nosso.

Se o professor ligar o Google Drive, e só se o ligar, os ficheiros que ele escolher são copiados para a conta Drive dele. Nada é enviado sem essa ligação.

No servidor da escola

Aqui é onde há dados de alunos. Este é o inventário verdadeiro.

O nome, o email e a senha dos alunos numa turma guardada. A senha fica cifrada com bcrypt e não é legível por ninguém, nem por quem administra o servidor. Não há prazo: estes dados ficam até o professor apagar a turma.

As respostas, as pontuações e o feedback de uma sessão. Quando o prazo da sessão termina — entre 48 horas e 14 dias, conforme o que o professor escolheu — a sessão é arquivada, não apagada. Fica no servidor até o professor apagar aquela sessão. Não existe forma de apagar várias de uma vez: é uma a uma.

Quando o servidor corre sobre uma base de dados MariaDB, apagar a lição preserva de propósito as linhas de resultados e de correcções — servem para a escola estudar o que correu bem ao longo do ano, e já não têm o ficheiro a que pertenciam. Quando o servidor corre sobre ficheiros JSON, apagar a lição apaga tudo. A escola sabe em que modo corre; é uma diferença real e por isso está aqui escrita.

As fotografias de respostas em papel e os desenhos ficam guardados junto à lição, não junto à sessão. Sobrevivem a «limpar respostas» e sobrevivem a apagar a sessão. Só desaparecem quando a lição é apagada.

Os grupos de percurso — o nome do aluno, a hora a que esteve junto a cada paragem, e as respostas que deu nos guias — são apagados automaticamente 30 dias depois da última passagem. É o único prazo automático que existe neste servidor.

O registo de auditoria guarda quem fez o quê na administração: criar contas, apagar lições, apagar turmas. É conservado de propósito mesmo depois de a conta a que se refere ser apagada — apagar o rasto de um apagamento tirava-lhe o sentido. Só um administrador o pode limpar, e limpa-o todo de uma vez.

Os contadores de uso da IA guardam quantos caracteres foram enviados e recebidos, por professor e por modelo. Nunca guardam o texto. Não há forma de os apagar dentro da aplicação.

A partilha de ecrã nunca é gravada. Passa entre os dispositivos enquanto está a acontecer e não fica em lado nenhum.

Na app Android dos percursos

A app guarda no telemóvel o endereço do servidor e o perfil escolhido. Não guarda credenciais.

O Bluetooth e a localização servem só para detectar que o telemóvel está perto de uma baliza. A localização não é enviada para lado nenhum. O que chega ao servidor é apenas «esteve junto à paragem N, a esta hora».

Inteligência artificial

Este software usa IA para ajudar o professor a escrever. Há quatro coisas que é preciso saber.

Um comentário apresentado ao aluno como «Comentário do professor» pode ter sido redigido com apoio de IA. O professor lê-o e assina-o, e é dele a responsabilidade — mas o texto pode não ser inteiramente dele. É por isso que este parágrafo existe.

Existe um modo instantâneo, desligado por omissão, em que a redacção da IA é enviada ao aluno assim que fica pronta, sem o professor a rever resposta a resposta. Quando esse modo está ligado, o comentário que o aluno lê não passou por revisão antes de chegar.

A avaliação descritiva vai à IA com nomes falsos. Cada aluno é enviado como «Aluno 1», «Aluno 2», e o texto volta emparelhado já no computador do professor. Uma excepção honesta: na nota livre dos registos, os nomes dos alunos da turma que o servidor conhece são trocados por «Aluno N» (ou por «[nome]» quando o aluno faltou ou o nome não chega para saber quem é); qualquer outro nome que o professor lá escreva vai tal como está.

Se a escola configurar um fornecedor de IA externo, a resposta do aluno ou a fotografia da folha dele sai deste servidor para esse fornecedor. Há também fornecedores locais — modelos que correm dentro da própria escola — que evitam isso por completo. Qual está configurado é uma escolha da escola, e vale a pena perguntar-lhe qual é.

Direito a revisão humana. Nenhuma decisão sobre um aluno é tomada pela IA sozinha: o professor decide. Qualquer aluno ou encarregado de educação pode pedir à escola que um comentário ou uma avaliação seja revisto por uma pessoa, e pode pedir que lhe expliquem como se chegou àquele texto.

Estatísticas de visitas (só se esta instalação as ligar)

Quem aloja o editor ou o servidor pode ligar o Google Analytics para saber quantas pessoas os visitam. Uma instalação que não o ligue não envia nada ao Google, e o servidor que as escolas descarregam e instalam vem com ele desligado.

No servidor, só entra nas páginas de professores e de administração — a entrada, a Minha página, o monitor da aula, a consola de administração, a ajuda e estas páginas legais. Nunca nas páginas das aulas e dos percursos que os alunos abrem.

Sem carregar em «Aceitar» não se guarda nenhum cookie. A primeira visita mostra uma barra com «Aceitar» e «Recusar». Até haver resposta, e depois de «Recusar», o Google recebe só um sinal sem cookies de que a página foi aberta, sem forma de reconhecer a mesma pessoa numa visita seguinte.

O que o Google recebe: a página visitada, a página de onde se veio, o tipo de navegador e de aparelho, o idioma, o tamanho do ecrã e a região aproximada, deduzida do endereço de rede. Com «Aceitar», também um identificador aleatório guardado num cookie, que serve para contar visitas repetidas. Não recebe nomes, emails, códigos de sessão, nem nada do que se escreve nas páginas. Os dados ficam no Google, que os trata segundo as suas próprias regras, e quem aloja vê apenas contagens em conjunto.

Mudar de ideias: o botão «Preferências de cookies» volta a mostrar a barra — no editor, na Ajuda, separador Privacidade; no servidor, no fim desta página. A escolha fica guardada no navegador, e apagar os dados do site no navegador também a apaga.

Como pedir para ver, corrigir ou apagar

Fale com a escola que aloja este servidor. É ela a responsável pelos dados, é ela que tem as contas de administração, e é a ela que a lei atribui o dever de responder.